quarta-feira, 25 de junho de 2008

Na Cunha à janela


A rua está deserta

Debaixo da janela aberta

Há sempre uma alma incerta

Na noite que desperta


Tu tens a vista

Calha-te a ti ficar à espreita

Mas sou eu quem consegue ver

Não a rua, mas o teu olhar

E quando a lua desaparecer

Vejo-te ficar

Vejo-te adormecer...

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